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Sindicato

Plano para redução de jornada pode ser adotad

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Plano para redução de jornada pode ser adotado pelo governo em 2015

  O governo estuda adotar medidas de proteção ao emprego em épocas de crise. A proposta de redução de jornadas e salário, apresentado pelas principais centrais sindicais brasileiras há dois anos, foi o tema de reunião realizada nesta terça-feira, 25, entre representantes de cinco centrais e o secretário de Política Econômica da Fazenda, Márcio Holland. O ponto mais delicado da proposta é a redução de salários proporcionais à redução da jornada. “Se houver a redução da jornada em 30%, por exemplo, 70% do salário continuará sendo pago pela empresa. Dos 30% restantes, metade será bancada pelo governo com recursos provenientes de um fundo, ainda em discussão”, afirmou o coordenador do Dieese, Clemente Lucio. Segundo o presidente da CUT, Vagner Freitas, a proposta central do programa é manter os postos de trabalho em tempos de crise. No programa, os trabalhadores poderiam ficar sob esta condição por um período de seis meses, com única prorrogação. A proposta apresentada pelas centrais também é uma forma de tentar equilibrar as medidas sinalizadas pelo governo de mudança nas regras de seguro-desemprego, abono salarial e pensão por morte – todas rejeitadas pelos sindicalistas. A proposta, segundo Freitas, seria o oposto do corte estudado pelo governo. “Em vez de demitir e pagar diretamente o seguro, há uma parte do valor do seguro complementando uma parte do salário do trabalhador que seria demitido, num momento de crise.” O governo estuda editar uma medida provisória, mas não descarta o envio do projeto das centrais ao Congresso. Na próxima terça-feira, 2, as lideranças da CUT, Força, UGT, CTB e Nova Central realizam novo encontro para discutir o programa. Em seguida, reúnem-se com o governo. Fonte: Instituto Observatório Social