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Sindicato

Jornada irregular de trabalho na Fagor: uma r

Sem título-2

Após o STIMEIC vir por meio de seu boletim e pelo site Extrema na Web esclarecer as irregularidades com relação a jornada de trabalho na Fagor, o gerente de RH desta empresa em resposta, usou de palavras destorcidas para confundir a consciência dos trabalhadores contra o STIMEIC. Diante disso, vimos aqui para elucidar o que o gerente de RH, Reginaldo Afonso Lopes não explicou:

Quando Reginaldo diz que o sindicato não apresentou nenhuma proposta, ele quer dizer que não apresentamos propostas que fosse de interesse da empresa, pois as mesmas foram sempre rejeitadas na mesa de negociação que é a jornada de 40 horas semanais, o que possibilitaria o aumento no número de contratações, com folgas que não fossem prejudiciais a saúde do trabalhador. Neste caso, a nossa única objeção, feita em nome dos trabalhadores, que se tivessem folgas aos finais de semana.

Quando falamos em jornada de trabalho entende- se que a jornada de 6x1 está correta, pois atende o número de 44 horas semanais conforme a legislação contempla. Contudo, o problema no caso da Fagor é que a jornada pretendida pelos trabalhadores sempre foi de fazer de segunda às sextas-feiras, o que é rechaçado (não aceito) pela Fagor, e ainda, é um sistema de escravidão quando aplica o 6x1 impondo ao trabalhador a obrigatoriedade de fazer horas extras justamente neste único dia de folga.

Quando o gerente de RH frisa a escala diferenciada para os setores de manutenção e fusão, toda a sua fala é uma forma de maquiar a verdade, pois a escala de trabalho nada mais é que o famigerado 5x1/7x1 , ou seja, o trabalhador acaba trabalhando 7 dias consecutivos na semana, o que é ilegal. Pior ainda, às vezes o trabalhador da Fagor é obrigado a fazer horas extras no único dia de folga, trabalhando assim 13 dias seguidos, o que é ilegal, imoral, e prejudicial à saúde.

É importante aqui frisar que a Convenção Coletiva de Trabalho estabelece que na eventualidade de se fazer horas extras no domingo, a folga deve ser dada em até 15 dias depois. Uma jornada de trabalho não é um caso eventual. Portanto, vale novamente destacar: não se pode fazer disto uma rotina.

Entendemos que um acordo depende de empresa, trabalhadores e sindicato, e a proposta dos trabalhadores e do Sindicato sempre foi a de jornada de trabalho de 40 horas semanais, de segunda à sexta com folgas aos sábados e domingos. Com isso, a empresa não explora o trabalhador fazendo com que ele não adoeça sem o tempo necessário e recomendável pela CLT sobre o repouso, pois do contrário, apenas atende os interesses de lucros da empresa, que ignora definitivamente aqueles que eles chamam de “colaboradores”.