(35) 3435-1611 (35) 98863-5371
Sindicato

Comitê do Plebiscito Popular de Extrema mobil

noticia_45440 maior

Comitê do Plebiscito Popular de Extrema mobiliza ações para a votação em setembro

Por Charles Teodoro O Comitê do Plebiscito Popular de Extrema e Região se reuniram no dia 1º de agosto com a sociedade civil para ampliar as informações e traçar metas para a coleta de votos sobre a reforma política. Para o entendimento deste ato, foram apresentados vídeos que esclarece o Plebiscito Popular e um debate assim elucidado: Após as manifestações de junho do ano passado em que a população insatisfeita, reivindicava educação, saúde, transporte, entre outros com qualidade. A partir disto, em setembro de 2013, foi convocada por movimentos sociais e entidades de todo país um Plebiscito Popular (Plebiscito Popular é quando o povo é chamado para uma consulta e votar a favor ou não sobre uma determinada questão) a ser realizado entre 1º a 7 de setembro de 2014 e neste caso, saber se a população é a favor ou não de uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político. Uma constituinte é a realização de uma assembleia de deputados eleitos pelo povo para modificar/definir regras da economia e política do país, bem como as instituições (Governo, Congresso e Judiciário, por exemplo) que nos representam. No caso de uma Constituinte Exclusiva e Soberana os representantes eleitos exercerão exclusivamente o poder soberano (com autonomia) para definir politicamente o Estado brasileiro, consultando de forma criativa a sociedade (o povo), e retornarão à suas vidas de cidadãos e cidadãs iguais aos demais ao término desse processo, sendo diferente do que foi a Assembleia Nacional Constituinte de 1988 que não será alterada, mas se contará com uma exclusiva para o sistema político. A necessidade deste Plebiscito se dá em razão da população brasileira estar cansada e enojada de como o atual sistema político brasileiro é conduzido, levando milhares de pessoas ficarem desiludidas com as diversas demandas brasileiras que tão pouco são concretizadas. Assim, diversos movimentos sociais e entidades* chegaram à conclusão que nunca será conquistado estas reivindicações sem “mudar a regra do jogo” da política brasileira. Para ser ter uma ideia, mais de 70% dos deputados são formados por empresários e ruralistas (que na maioria não deixam de ser empresários de produção de grande escala), pois dos 594 parlamentares (513 deputados e 81 senadores) eleitos em 2010, 273 são empresários e 160 são ruralistas, tendo em vista que estes acabam favorecendo seus interesses “particulares” ao invés de tratar assuntos de muitos cidadãos que são na maioria trabalhadores. Para analisarmos a atual situação das campanhas eleitorais, qualquer empresa pode contribuir financeiramente para custear, o que se torna um bom negócio para a empresa ajudar candidatos que depois de eleitos vão lhe prestar serviços dentro do governo ou defender seus interesses no Parlamento. Basta lembrar a liberação de agrotóxicos, de mineração e de remédios, a especulação urbana, a isenção fiscal ao agronegócio, o favorecimento a empreiteiras de obras públicas e a política de juros altos. Por isso se diz que empresário não faz doações, faz investimentos. Essa promiscuidade entre o interesse público e interesses privados é imoral e tende a descambar para a corrupção. Além disso, o financiamento das campanhas por empresas eleva muito o seu custo, porque o dinheiro sai do caixa da empresa e não do bolso do empresário. A revista Carta capital de 22/03/2014 traz o exemplo da Oi. Entre seus acionistas está, além de fundos estatais como BNDESPar, Previ e Funcef, a Andrade Gutierrez (representada pela AG Telecom), umas das empreiteiras que mais faz doação de campanha. Para uma compreensão melhor dos valores envolvidos, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a construtora doou para campanhas do PMDB de Eduardo Cunha (que puxou a oposição ao marco civil da internet) um total de R$ 20,6 milhões em 2010 e R$ 14,8 milhões em 2012**. Dado isto, muitos parlamentares farão de tudo para impedir uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político, pois não querem mudar as regras que lhes permitem o controle do poder. Mais uma razão que demonstra a necessidade da pressão da população em realizar este Plebiscito Popular e conquistar a tão sonhada reforma política. O Comitê do Plebiscito Popular de Extrema e Região contará com uma urna fixa entre 1º a 7 de setembro na sede do STIMEIC (Rua 22 de Maio, 180, Centro, Extrema – MG) durante todo o dia (haverão urnas itinerantes que serão posteriormente divulgadas). Poderão votar todas as pessoas interessadas munidas de um documento com foto, inclusive menores de 16 anos com este documento. Maiores informações ligue (35) 3435-1611 (Charles ou Alexandra). *A lista dos movimentos sociais e entidades estão disponíveis em http://www.plebiscitoconstituinte.org.br/participantes ** Reforma Política: somar, não dividir! Artigo de Pedro Oliveira – Instituto Humanistas Unisinos