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Sindicato

CNM/CUT apresenta alternativas ao desemprego

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Em entrevista à Rádio Brasil Atual na manhã nesta terça-feira (19), o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT), Paulo Cayres, relata que as montadoras do país mantêm atualmente cerca de 17 mil trabalhadores em regime de lay- off – suspensão dos contratos de trabalho – e que o maior esforço da entidade é estabelecer "negociações para garantir o nível de emprego."

O dirigente explica que a entidade tem obtido bons acordos com as montadoras, como na Ford, na Scania e na Volkswagen. Conta também que a Volvo entrou no sistema de lay-off e a Fiat colocou dois mil funcionários em férias coletivas.

Nesta semana, foi anunciado o afastamento de 900 funcionários da General Motors, porém ficarão por cinco meses, e terão a garantia de estabilidade por mais 180 dias. "Foi uma decisão específica. Porque na lógica do lay-off não existe essa garantia, mas os sindicatos buscam fazer esses acordos, para que o trabalhador não seja prejudicado se a crise continuar."

Cayres afirma que a CNM/CUT apresentou uma saída para minimizar os efeitos da crise sobre o trabalhador. "Criamos uma proposta do Programa de Proteção ao Emprego (PPE) que já encaminhamos às centrais sindicais, e enviamos para Brasília, para que a Dilma acelere o processo. O PPE permite que o trabalhador continue trabalhando, diferentemente do lay-off, preservando o emprego, e a redução que ele tem no salário é compensada no FGTS. A questão central é que o empregado mantenha-se vinculado à empresa, tendo o Fundo de Garantia e o INSS recolhidos."

"Discutimos um plano de renovação da frota de caminhões do país, que é a área mais atingida. Debatemos também a ampliação das linhas de crédito para a compra de veículos, com maior participação dos trabalhadores no debate da política industrial. Além de apresentarmos neste contexto de demissões, a implantação de um conselho de política industrial, um programa de revitalização de áreas industriais, um programa de estímulo à produção de carros elétricos, pensando na parte sustentável, e uma câmara de negociação e mediação à guerra fiscal. Temos avançado nas conversas com o governo federal. Entretanto, infelizmente o governo de São Paulo não nos responde."

Segundo Cayres, os empresários não contribuem para acabar com os cortes nos custos. "A CNM foi debater no Senado Federal a gigantesca margem de lucro das montadoras no país, que deve ser reduzida."

A Confederação conduzirá debates nos próximos dias 26, 27 e 28, para definir os eixos de atuação e intensificar o repúdio ao projeto da terceirização. "Daremos continuação na nossa busca da construção de um contrato coletivo nacional que prevê a estabilidade dos trabalhadores, já que no Brasil existe a rotatividade, que perde qualidade na mão de obra. Nós queremos discutir um piso nacional, e impedir que haja a fuga de empresas para outra região."

Fonte: CNM/CUT