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Sindicato

9° Congresso dos Metalúrgicos elege nova dire

Nova diretoria
Direção foi eleita para o mandato 2015-2019

Paulo Cayres foi reconduzido para a presidência da entidade. Dirigentes eleitos estarão à frente da Confederação pelos próximos quatro anos

 Os delegados e as delegadas do 9° Congresso Nacional dos (as) Metalúrgicos (as) da CUT elegeram no final da tarde desta quarta-feira (15), por unamidade, a nova direção da entidade para o manato 2015-2019. O metalúrgico na Ford do ABC, Paulo Cayres, foi reconduzido à presidência da Confederação e a direção eleita tem representantes de norte a sul do país, além de respeitar a cota de gênero estabelecida pela CUT. Em sua intervenção logo depois da eleição, Cayres ressaltou que o desafio da nova direção será ampliar ainda mais as ações empreendidas pela entidade e ampliar a unidade com sindicatos e federações da categoria, com o Macrossetor da Indústria da CUT e com a central sindical. "Hoje esta categoria mostrou que não desiste nunca da luta e da defesa de nossos interesses. Seus representantes neste Congresso mostraram que são guerreiros e marcharam seis quilômetros para protestar contra o PL 4330", ressaltou. "A nossa missão é a nossa coragem de lutar", completou. O presidente reeleito assinalou ainda a importância da solidariedade de classe e lembrou que a CNM/CUT foi criada graças ao apoio das entidades sindicais internacionais. "Temos neste 9° Congresso representantes de 25 países e a importância da CNM é crescente dentro e fora do Brasil", assinalou ainda. A defesa da chapa "Unidade Metalúrgica" (confira o programa ao final)  foi feita pelos presidentes das confederações cutistas dos ramos químico, Lu Varjão, e da alimentação, Siderlei de Oliveira, e pelo secretário geral da CUT, Sérgio Nobre, que reafirmaram a importância da categoria metalúrgica e de sua entidade nacional para as lutas dos trabalhadores.
Confira aqui a direção eleita: LISTA
Programa da Chapa “Unidade Metalúrgica”

Não há mais o que esperar. O momento que vivemos nos aponta a necessidade de uma agenda de esquerda e em defesa dos direitos imediatos e históricos da classe trabalhadora. Portanto, a nossa chapa apresenta aos delegados e delegadas o seu programa. Este pequeno e sintético documento foi construído para apontar que não recuaremos na defesa de nossas bandeiras históricas.

Convidamos a todos e todas, delegados ou não, a juntarmos nossas energias para encaminhar aos sindicatos filiados, às entidades sindicais de nossa Central e das outras, aos movimentos sociais, aos partidos e ao povo brasileiro, o nosso compromisso com a luta pela melhoria das condições de vida de todos e todas.

Nesse sentido, defendemos uma jornada de lutas a ser encaminhada pela CNM/CUT que defenda os seguintes pontos:

1. a redução da jornada de trabalho sem redução de salários; 2. o fim do fator previdenciário; 3. a criação de mecanismos de proteção ao emprego; 4. o Contrato de Trabalho nacionalmente articulado, com piso nacional metalúrgico; 5. a luta ampla pela democratização dos meios de comunicação; 6. a luta por educação pública de qualidade, com qualificação profissional e organização da juventude trabalhadora; 7. a defesa do Sistema Único de Saúde público e de qualidade para todos e todas; 8. contra o PL 4330 e todos os projetos que visam a retirada de direitos da classe trabalhadora; 9. pela consolidação do Macro Setor da Indústria na CUT; 10. a luta pela creche como um direito da criança e obrigação do Estado; 11. acesso ao local de trabalho pelos representantes sindicais e contra toda e qualquer prática antissindical, além de investir na organização das CIPAs (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) rumo à Organização no Local de Trabalho. 12. a luta inalienável pelo aprofundamento da democracia e contra todo e qualquer tipo de golpe e pela reforma política; 13. luta contra toda e qualquer discriminação e por uma sociedade mais justa, solidária e fraterna Fonte: CNM/CUT