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Sindicato

25 de Novembro Dia Internacional de Combate à

violenciaO dia 25 de novembro foi instituído, em 1999, pela ONU, em homenagem às irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa), assassinadas pela ditadura de Leônidas Trujillo, em1960, na República Dominicana, o dia joga luz sobre um problema universal, em que a mulher é violentada, assassinada, justamente pelo fato de ser mulher. No Brasil a cada 15 segundos uma mulher sofre violência, e cada um hora e meia, uma chega a óbito. Os dados alarmantes, da ONU Mulheres, evidência que o combate ao feminicídio é urgente no País. Alguns avanços foram essenciais para as mulheres como a criação da Lei Maria da Penha e Lei do Feminicídio, mas ainda é necessário avançar muito mais: Lei Maria da Penha Passados 10 anos da data de sua promulgação, a Lei Maria da Penha se transformou no principal instrumento legal de enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil. A lei 11.340/2006 estabelece como crime qualquer tipo de agressão no ambiente doméstico ou familiar. Os resultados, após a implantação da lei, são positivos. Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), de março de 2015, revela que houve redução de 10% nos casos de mulheres mortas dentro de casa no Brasil. Lei do Feminicídio Sancionada em 9 de março de 2015 pela presidenta Dilma Rousseff, a lei do feminicídio é mais uma arma no combate ao problema. A legislação transforma em crime hediondo o assassinato de mulheres decorrente de violência doméstica ou descriminação de gênero. De acordo com o estudo "Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres", da ONU Mulheres, a taxa de homicídios de mulheres no Brasil é a 5ª maior do mundo – são 4,8 assassinatos para cada 100 mil mulheres, conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).   Mais recentemente a SOF (Sempreviva Organização Feminista) apresentou resultados preliminares de uma pesquisa, em parceria com a Christian Aid, sobre a violência contra mulheres jovens em espaços públicos. A pesquisa buscou saber como as mulheres jovens vivenciam as diferentes formas de violência – física, psicológica, sexual, moral, simbólica – nas ruas e no transporte público, nas periferias, nas universidades, nas festas e nos bares. Procurou conhecer as experiências, os sentimentos e as opiniões, assim como as estratégias de resistência e luta que desenvolvem para enfrentar essa realidade cotidiana. Segue trechos da pesquisa: 1 – Ruas e Transporte público. As violências que as mulheres jovens sofrem nos espaços públicos limitam enormemente sua circulação entre as cidades e comprometem sua liberdade de ir e vir. Constituem um mecanismo perverso de controle de sua presença nesses lugares: regulam onde elas podem e não podem estar, definem a que locais podem ter acesso. O estudo mostra que o espaço público é visto como um local onde não há segurança ou respeito pelas mulheres. Para elas, ir para a rua é uma aventura arriscada. A pesquisa revela que 94% já foram assediadas verbalmente, e 73% consideram esse tipo de “cantada” ou elogio feito por um desconhecido um tipo de violência... O medo é um elemento onipresente no cotidiano, um sentimento que cresce junto com elas e molda suas rotinas: medo de estupro, agressão física, assalto, assédio sexual ou verbal. O principal temor (...), sem dúvida, se refere à violência sexual, aquela que deixa marcas psicológicas muito profundas e traumatiza de forma permanente. 2 – Universidades (...) A universidade também aparece como um espaço de medo para as estudantes. Apenas 10% das entrevistadas relataram espontaneamente ter sofrido violência de um homem na universidade ou em festas acadêmicas, mas quando estimuladas com uma lista de violência, 67% delas reconheceram que foram submetidas a várias. Para a pesquisa completa acesse: http://www.sindextrema.com.br/violencia-em-espacos-publicos-marca-o-cotidiano-das-mulheres-jovens-3/ Fonte: SOF, CUT Brasil e ONU Mulheres