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STIMEIC e entidades cutistas participam do VI ENACOM

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STIMEIC e entidades cutistas participam do VI ENACOM

 

Nos dias 08,09 e 10 de abril, realizou-se em São Paulo, o VI ENACOM – Encontro Nacional de Comunicação da CUT que contou com a participação de mais de 100 convidados, dentre eles, dirigentes e assessores cutistas (o STIMEIC também se fez presente). O objetivo deste Encontro foi de discutir a importância da democratização da comunicação em nosso país. Isto é, possibilitar uma comunicação mais diversificada em que todas as pessoas tenham voz e vez de se expressarem, principalmente numa mídia brasileira que, atualmente, está nas mãos de poucos (como por exemplo, o caso das emissoras de TV Globo, SBT, Record e Band) que acabam monopolizando as informações, não contemplando diversos temas e acontecimentos importantes e que não chegam até os interessados: a população. No primeiro painel de discussão (08/04), com o título Democratização da Comunicação e Liberdade de Expressão, os jornalistas Paulo Moreira Lima, Venício Lima e o radialista João Brant, enfatizaram a importância do que é a liberdade de expressão, aproximando a população cada vez mais de uma comunicação no qual a cidadania está também na participação e ouvir as pessoas como um todo. Rever as concessões de rádio e TV para dar oportunidades para novos pensamentos e ideias, como a abertura de canais abertos de TV para os movimentos sociais e sindicais, já que estes deverão estar diretamente ligados ao povo. A criação de conselhos regionais e estaduais de comunicação e mudar as atuais leis de comunicação ao criar um marco regulatório da comunicação.

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"A inércia favorece ao conservadorismo"  João Brant.

No segundo painel com o tema Mídia e Democracia: A Relação com os Movimentos Sociais, os jornalistas Luiz Carlos Azenha e Rodrigo Vianna, falaram da importância da internet como ferramenta facilitadora de informações diversificadas para todos, principalmente o que se refere aos blogs alternativos que denunciam o corporativismo e a dominação das grandes redes de comunicação que perseguem ou cerceiam tais blogs, além do desinteresse do governo, mais precisamente o ministério da comunicação em encabeçar o marco regulatório da comunicação. Vagner Freitas, presidente da CUT nacional, falou da necessidade dos movimentos sindicais não ficarem apenas nos debates, mas também, se unirem para pressionar a concretização deste marco regulador, assim como a criação da TV aberta para a CUT.

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"Mídia corporativista não quer que nós falemos" Luiz Carlos Azenha.

Com o tema Liberdade de Expressão na Rede, o sociólogo Sérgio Amadeu e a historiadora/educadora e blogueira, Maria Frô, colocaram que as mudanças necessárias na comunicação não avançam em consequência do grande poder que a mídia atual tem e impede tais avanços na democratização na comunicação, assim como que esta dominação tem impedido maior liberdade de expressão até mesmo na internet. No final deste debate, o fotógrafo João Ripper apresentou fotografias documentais sobre a pobreza, dor, trabalho escravo, favelas, trabalho infantil, entre outros que muitas vezes acabam não tendo a devida importância pela grande mídia atual.

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"O estereótipo prejudica a democratização" João Ripper.

No segundo dia (09/04), o primeiro painel foi discutido O Papel da Comunicação Pública, e José Sóter, da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária, falou da importância das rádios comunitárias e a criação de novas em todo país para fortalecer este ideal de comunicação democrática. Ana Fleck, presidenta do Conselho Curador EBC – Empresa Brasil de Comunicação, que é favorável a uma maior participação da sociedade junto a EBC e consequentemente, a novos modelos mais pluralistas de comunicação. O jornalista e sociólogo, Laurindo Lalo Filho, enfatizou a conscientização da sociedade em geral para aderir o desejo de transformação na comunicação brasileira, já que a maioria da população, por exemplo, não sabe que a TV é uma concessão pública, cedida para o privado (atuais canais de TV da grande mídia).

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"O Brasil está atrasado, países da América do Sul já fazem mudanças no meio de comunicação" José Sóter.

No segundo painel com o título: O Desafio de Construir Novas Mídias, Paulo Salvador, da revista Rede Brasil Atual e Renato Rovai, presidente da Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação, pontuaram a necessidade de pressionar o Ministro da Comunicação, Paulo Bernardo, para ter uma participação mais ativa na democratização das comunicações, bem como o apoio da CUT para incentivar os movimentos sindicais e sociais a utilizarem outras mídias fora do movimento sindical. Nilton Viana, Editor-chefe do jornal Brasil de Fato, anunciou que em maio, nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e com perspectivas para Brasília e Belo Horizonte, a distribuição gratuita de 500 mil exemplares de jornais nos metrôs, universidades, etc., para concorrem com a publicação do Metro (jornal), porém, sob um olhar de esquerda.

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"A construção não será feita por uma obra abstrata, mas pela militância com intensa democracia" Paulo Salvador.

No último painel, além da apresentação das atividades feitas pela CUT nacional, foi exposto por Rosane Bertotti, secretária nacional de comunicação da CUT, o Plano Nacional de Comunicação que, entre outras, prevê das 1.300 assinaturas necessárias, o recolhimento de 500 mil assinaturas da população para reivindicar o marco regulatório da comunicação no Congresso Nacional para regulamentar o capítulo de Comunicação da Constituição de 1988, sobre o qual o STIMEIC certamente participará também no recolhimento destas assinaturas. Na manhã de quarta-feira, último dia do Encontro, os participantes reuniram-se em grupos de trabalho para avaliar a proposta de política nacional de comunicação da CUT e as formas de fortalecer a comunicação das entidades filiadas. O consenso entre os grupos foi de que é necessário criar o Coletivo de Comunicação da Central nos níveis nacional e estaduais e o de promover cursos de formação específicos, para qualificar a atuação dos dirigentes sindicais e a comunicação das entidades com as suas bases e a sociedade. Também foi proposto que o ENACOM aconteça anualmente para troca de experiências e fortalecimento da rede de comunicação sindical cutista.

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Rosane Bertotti: a CUT conta com o apoio de todos os sindicatos cutistas para recolher as 500 mil  das 1.300 assinaturas.