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Mulheres e suas profissões - Instrutora de veículo

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Mulheres e suas profissões

  Entrevistada: Elizabete Aparecida Dias do Prado Profissão: Instrutora teórica e prática de trânsito   1- Porque você escolheu esta profissão? Desde criança, sempre gostei de brincar de carro e quando me vi dirigindo, me despertou a vontade de ensinar aquilo que aprendi.   2- Você encontrou dificuldade na sua profissão por ser mulher? Sim. Dificuldades têm muitas. Outros instrutores te olhando ou dizendo: “Não sabe direito; Não é assim,” etc., mas superei todas mostrando através do meu trabalho para os alunos que eu era capaz e, até às vezes, melhor que os homens, pois somos capazes, além de ensinarmos com maior detalhe e não somente a prática.   3- Você quer dizer que sofreu preconceito por parte dos homens por ser instrutora? Sim. Tanto colegas de trabalho quanto no trânsito. Eles não sentiam firmeza por ser uma mulher ensinando. As mulheres também, elas ficam muito presas achando que o homem tem mais prática, e isto não é verdade. Por isso, eu acho que isto é uma questão da mulher confiar nela mesma e se capacitar pelo o que está a fazer. No meu caso, a capacidade veio com o tempo e não se pode tirar a carteira de motorista e depois apenas sair como passageira do esposo  –  tem que dirigir, tem que mostrar que é capaz.   4- Qual a visão que você tem da mulher no mundo de hoje? Conquistando seu espaço, mas precisa conquistar mais, vencer este preconceito e, caso isto não ocorra, procurar seus direitos sempre. Chegamos à presidência da república, isso é um verdadeiro exemplo que a mulher é capaz de tudo.   5- Você acha que a mulher já conquistou o seu espaço seja no trabalho ou na sociedade? Conquistou, mas temos que continuar. Eu por exemplo, além de instrutora, sou corredora (atleta) e represento a cidade de Extrema, mas não me acho melhor que ninguém, pois faço minha obrigação de representar a mulher e gostaria de ver mais mulheres participando deste esporte aqui na cidade – existem várias que correm, mas em campeonato apenas eu participo. Por isso, a mulher tem que pensar que é capaz, no meu caso, consigo dividir trabalho, atletismo, família e igreja.   6- Qual a sua opinião para que a mulher conquiste mais o seus direitos? Ficarem por dentro sobre seus direitos para que não acabem por não lutar por falta de informação e, justamente pelo fato de ser mulher, passa-se batido em coisas que poderia ser corrido atrás, por isso é importante se informar.  

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Elizabete durante a instrução de aula prática

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Durante a corrida

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Uma de suas vitórias