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Mulheres debatem feminismo e opressão do patriarcado em Curso de Formação da CUT/MG

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Mulheres debatem feminismo e opressão do patriarcado em Curso de Formação da CUT/MG

O segundo módulo do Curso de Formação sobre Feminismo, promovido pela Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), foi realizado no final de semana, na Escola Sindical 7 de Outubro, em Belo Horizonte, com a participação de 70 mulheres. No intervalo do curso, aconteceu o Encontro Estadual de Mulheres da CUT/MG, o primeiro de 2015, com a eleição de delegadas para o 8° Encontro Nacional, programado para o período entre 26 e 29 de março em Brasília. Também foram aprovadas propostas, articuladas em torno de 13 eixos,  que serão apresentadas no Encontro para a construção de políticas públicas. Participaram da atividade a presidenta da CUT/MG, Beatriz Cerqueira, e a secretária de Mulheres da CUT Nacional, Rosane Silva.

O segundo módulo do curso, realizado no sábado (14) e no domingo (15), teve como temas “As bases de opressão do patriarcado” e o “Histórico do Feminismo”. Compareceram dirigentes e militantes da CUT/MG, da Federação Estadual dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Fetraf-MG), Federação Estadual dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf-MG), Sind-UTE/MG, Sind-Saúde/MG, Sindicato dos Metalúrgicos de BH e Contagem, MST, MAB, Marcha Mundial de Mulheres, Levante Popular da Juventude, entre outros sindicatos e entidades. Nalu Faria, da Organização Sempre Viva, falou sobre os dois temas. Na noite de sábado (14),  aconteceu o lançamento da 4ª Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, que vai ser realizada de 17 a 19 de abril, em Montes Claros e Varzelândia, no Norte de Minas Gerais.

Segundo a secretária de Mulheres da CUT/MG, Teresinha de Souza Trindade, a atual conjuntura tornou o curso de formação sobre feminismo ainda mais importante. “Na conjuntura que vivemos atualmente no país é importante se discutir a importância que têm as mulheres organizadas para mudar a sociedade, mudar o sistema capitalista que está aí. O curso coincidiu com a situação do dia 15 de março, momento em que estamos nos contrapondo com o que está acontecendo. Mostramos a importância da resistência das mulheres e da nossa participação. O governo que temos hoje é o que garantiu com que a política chegasse aos trabalhadores do Estado. Queremos que o governo continue, que dialogue com trabalhadores e trabalhadoras, com a sociedade, para que possamos avançar ainda mais em direitos e conquistas. O governo que está aí é o que possibilitou a participação da classe trabalhadora na construção de políticas públicas”, analisou Teresinha Trindade.

No Encontro Estadual de Mulheres da CUT/MG foram eleitas 30 delegadas para o Encontro Nacional. Embora o número de vagas destinadas a Minas Gerais sejam 18, segundo a secretária de Mulheres da CUT/MG, Rosane Dias se comprometeu a discutir com a direção da CUT Nacional a possibilidade de garantir a participação de todas em Brasília.

Durante a atividade, foram debatidas e aprovadas propostas sobre os 13 eixos a serem trabalhadas pelas delegadas durante o 8° Encontro Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT. Os eixos são:

  • Igualdade na vida, no trabalho e no movimento sindical;
  • Continuar e ampliar políticas de transferência de renda e de valorização do salário mínimo;
  • Políticas para mulheres do campo, da floresta e das águas;
  • Redução da jornada de trabalho sem redução de salário;
  • Direitos das trabalhadoras domésticas remuneradas;
  • Creches públicas e de qualidade;
  • Fim das terceirizações;
  • Seguridade social pública e universal;
  • Reforma do sistema político;
  • Democratização da estrutura sindical brasileira;
  • Paridade;
  • Aborto e direitos reprodutivos: autonomia sobre nossos corpos e nossas vidas;
  • Combate à violência contra as mulheres.
Fonte: CUT-MG

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A dirigente Andréia participou do evento

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Assim como a dirigente Alexandra