(35) 3435-1611 (35) 98863-5371
Notícias

Metalúrgicos de Minas Gerais conquistam reajuste com ganho real

 

rabalhadores e trabalhadoras dos setores de metalurgia e siderurgia do Estado e a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) chegaram a um acordo, e assinaram a convenção coletiva nesta sexta-feira (8) na sede da Fiemg. O acordo, que garanta ganho real para os metalúrgicos, foi resultado de cerca de um mês de negociações e considera como data-base o dia 1º de outubro. Os metalúrgicos aprovaram a contraproposta patronal em assembleia na noite de quinta-feira, na subsede do Sindicato dos Metalúrgicos de BH e Contagem, na Rua Camilo Flamarion, 55, no Bairro Jardim Industrial, em Contagem.

Os reajustes negociados variam de acordo com o porte da empresa e o salário recebido pelo empregado. No caso das empresas com até 50 funcionários, aqueles que recebem até R$ 4.523 terão reajuste de 8,70%. Para os que ganham acima desse valor, o aumento será no valor de R$ 394.

Em caso de empresas com mais de 50 empregados, o reajuste será de 9% para quem ganha abaixo dos R$ 4.523 e de R$ 408 para quem ganha acima desse patamar. Os funcionários que trabalham em empresas que não possuem programas de participação nos resultados também receberão um abono de R$ 400, que será pago em duas parcelas, juntamente com os salários de outubro de 2010 e fevereiro de 2011. Os pisos mínimos foram fixados em R$ 611,6 para empresas com até 50 funcionários, em R$ 649, para empresas com mais de 50 empregados e R$ 710,60, para quem emprega acima de 401 metalúrgicos.

De acordo Tânia Maria da Costa, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de BH e Contagem e da Federação dos Metalúrgicos de Minas Gerais (FEM-CUT), ainda falta fechar acordo com empresas como a Usiminas, que negocia em separado, e para os trabalhadores dos setores de serralheria e reparação de veículos. Uma rodada de negociações estava programada para a tarde desta sexta-feira com os sindicatos das empresas, Sindirepa e Sindiserr.

“Conquistamos ganho real com mobilização em todas as empresas. Em nível nacional, só as montadoras pagaram reajuste maior (10,81%) mas, neste caso, houve greves. Aqui, conquistamos o ganho real com paralisações, carreata, carro de som e panfletagem. Nem precisamos parar a BR-381, como no ano passado”, disse Tânia, que também faz parte do Coletivo de Mulheres da CUT/MG. O presidente da FEM-CUT, José Wagner Moraes de Oliveira, também comemorou a rápida resolução da negociação. "Foi um acordo histórico", resume. Após reivindicação inicial de 15% de reajuste, os metalúrgicos fizeram contraproposta de 12,85% de reajuste, com ganho real de 8,6% (para INPC de 4,25%).

 

Para o presidente do Conselho de Relações do Trabalho da Fiemg, Osmani Teixeira de Abreu, o acordo vai permitir que a indústria continue em seu ritmo de produção sem se preocupar com problemas internos. "Todo acordo é positivo. O que gera insatisfação são coisas impostas", afirma.

 

A convenção contempla cerca de 15 mil empresas e um total de 250 mil trabalhadores. As cidades que fazem parte do acordo são: Belo Horizonte, Contagem, Ribeirão das Neves, Ibirité, Sarzedo, Nova Lima, Raposos, Rio Acima, Lavras, Santa Luzia, Varginha, Elói Mendes, Três Pontas, Carmo do Cachoeira, Pouso Alegre, Borda da Mata, Bueno Brandão, Careaçu, Congonhal, Espírito Santo do Dourado, Estiva, Inconfidentes, Jacutinga, Monte Sião, Ouro Fino, Sivianópolis, Alfenas, Araguari, Sabará, Vazante, Pitangui, Muriaé, Leopoldina, Além Paraíba, Santo Antônio do Aventureiro, Estrela Dalva, Pirapetinga, Recreio, Volta Grande, Dona Euzébia, Astolfo Dutra, Ubá, Laranjal, Ituiutaba, Itabirito, Conselheiro Lafaiete, Barão de Cocais e Cataguases.

Metalúrgicos do ABC conquistam reajuste recordeOs metalúrgicos do ABC Paulista conquistaram no dia 19 de setembro o maior aumento salarial da história no ramo: 10,81%, sendo 9% da data-base mais 1,66% de correção da tabela salarial e R$ 2.200,00 de abono. O índice será pago integralmente na data base, 1° de setembro, e o abono quitado totalmente em 20 de outubro.