(35) 3435-1611 (35) 98863-5371
Notícias

Metalúrgicos da CUT propõem Dia Nacional de Mobilização

Conselho Diretivo da CNM/CUT defende em resolução aprovada no final da tarde desta terça (5) intensificar a luta contra o golpe à democracia e em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Crédito: CNM/CUT
Dirigentes aprovam Resolução
Dirigentes aprovam resolução propondo ampla mobilização da classe trabalhadora
O Conselho Diretivo da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) aprovou, no final da tarde desta terça-feira (5), resolução propondo a realização de um Dia Nacional de Mobilização Popular contra o Golpe e em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores. A proposta será apresentada à CUT ainda esta semana. Além disso, a direção da entidade aprovou também que os sindicatos dos metalúrgicos da CUT devem participar de maneira efetiva do ato que a CUT e as demais centrais sindicais vão realizar no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, em data a ser definida. Outra resolução foi a de incentivar os metalúrgicos a realizarem suas campanhas salariais unificadas com outras categorias filiadas à CUT e que o combate à corrupção integre as pautas. "Defendemos intransigentemente o combate efetivo à corrupção e que os (as) trabalhadores (as) não devem, de forma alguma, 'pagar por essa conta' com demissões e perda de direitos trabalhistas, como vem ocorrendo, por exemplo, na Operação lava Jato. Portanto, propomos o acordo de leniência e que seja efetivada a prisão dos corruptos, mas sem a destruição dos empregos", diz a Confederação na resolução aprovada. Para o presidente da Confederação, Paulo Cayres, os metalúrgicos não vão se intimidar diante da conjuntura adversa na economia e na produção industrial. "Nós temos a responsabilidade de lutar em defesa da democracia e de todos os direitos conquistados nos últimos 13 anos. Não podemos permitir que os golpistas destruam tudo o que foi feito pelo presidente Lula e a presidenta Dilma para a classe trabalhadora, para os pobres, os negros e pelo país. Nós, mais do que ninguém, queremos o fim da corrupção, porque são as classes menos favorecidas as mais prejudicadas com o desvio do dinheiro público que deixa de ser investido em políticas sociais. Mas queremos que ela seja combatida dentro de um Estado democrático e que haja punição de todos os envolvidos e não só os do PT", destacou Cayres. Segundo o secretário geral em exercício da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira, as resoluções aprovadas na reunião são fruto do diagnóstico feito a partir dos relatos dos participantes sobre a situação nas bases sindicais, da análise conjuntural sobre cada segmento do ramo metalúrgico (leia mais abaixo) e da palestra do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (confira aqui), na manhã desta terça."Os metalúrgicos da CUT, mais uma vez, demonstraram muita sabedoria ao fazer o debate, que foi centrado em três eixos: defesa da democracia, desenvolvimento industrial e organização no local de trabalho", afirmou Loricardo. O dirigente acentuou ainda que a direção da Confederação também lançou um olhar estratégico para a forma de sustentação financeira das entidades sindicais, a partir da defesa dos interesses dos trabalhadores. "A CNM/CUT tem um bom acúmulo no debate sobre o tema. Ele é fundamental para barrar a intervenção do Ministério Público contra as decisões sobre as formas de sustentar os sindicatos definidas em assembleias e também da ofensiva patronal para enfraquecer os sindicatos. Para nós, garantir a sindicalização deve ser o principal mecanismo de sustentação financeira, mas esse direito deve ser amplamento garantido nas empresas", considerou o secretário geral.
Crédito: CNM/CUT
-
Cátia, Loricardo e Paulo durante reunião da direção 
Diagnóstico do ramo A reunião do Conselho Diretivo da CNM/CUT foi iniciada na manhã de ontem (5). Ao longo dos dois dias, os dirigentes também debateram as campanhas salariais já realizadas e as perspectivas das que acontecem no segundo semestre. O economista André Cardoso, técnico da Subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) da CNM/CUTT, fez uma exposição sobre a conjuntura econômica mundial e nacional. Além disso, Cardoso apresentou um diagnóstico do ramo metalúrgico no Brasil focado na evolução do emprego. O estudo tomou por base a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego, e revelou que foram fechados 335.742 postos de trabalho, no período compreendido entre janeiro de 2015 e abril de 2016.
Crédito: CNM/CUT
André Cardoso (microfone) fez análise econômica do ramo
André Cardoso (microfone) fez a análise  da conjuntura econômica do ramo
Ainda segundo o levantamento, o segmento mais afetado foi o de siderurgia e metalurgia básica, que fechou 86.986 postos de trabalho, seguido pelo automotivo (-76.818), bens de capital (-74.440), eletroeletrônico (-72.374), naval (-20.646), outros equipamentos transportes (bicicleta, motos etc) (-4.445) e aeroespacial (-33). O economista também apresentou os principais focos de instabilidade no cenário internacional que afetam diretamente a indústria nacional. Entre eles, estão a desaceleração da economia na China, a queda das cotações das commodities, a situação financeira dos bancos dos países centrais, a queda da bolsa de valores e dos preços internacionais de diversos produtos importantes na estrutura produtiva brasileira. “A economia da China, que hoje é maior parceiro comercial do Brasil, apesar de ainda crescer acima da média, continua em desaceleração e voltando-se cada vez mais para o mercado interno. E isso impacta negativamente e diretamente os países exportadores de commodities, especialmente as de origem mineral, como o Brasil”, afirmou o economista da Subseção do Dieese da CNM/CUT. (Fonte: Assessoria de Imprensa da CNM/CUT)