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MDIC abre espaço para agenda das centrais e pauta dos trabalhadores

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MDIC abre espaço para agenda das centrais e pauta dos trabalhadores

Em reunião na tarde última quarta-feira (4), em Brasília, com representantes da CUT e demais centrais sindicais, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, apresentou o Plano Nacional de Exportação, o PNE, que será lançado este mês.

O encontro retoma a agenda das entidades sindicais com o MDIC, iniciada ainda no primeiro mandato da presidenta Dilma Rousseff. O presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT), Paulo Cayres, participou da reunião e lembrou que um dos principais objetivos dos sindicalistas é o de garantir que as demandas dos trabalhadores sejam contempladas nas medidas governamentais, particularmente a garantia de emprego. “Não podemos e não vamos abrir mão dos nossos direitos. Queremos ser consultados pelo governo e que nossa pauta seja levada em conta nas medidas econômicas e na política industrial”, assinalou Cayres.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, destacou também que a intenção é que os sindicalistas contribuam na construção do PNE, que será o principal projeto do MDIC para este ano. “O Plano está sendo elaborado e o ministro garantiu que quer ampliar os espaços de diálogo para além dos empresários e incluir as centrais no debate”, contou.

Na reunião, Armando Monteiro reiterou que não há intervenção do governo federal para baixar o câmbio. “O ministro afirmou que o câmbio ficará neste patamar no próximo período e isso ajuda na recuperação do mercado externo”, destacou Marques. Para ele, a valorização do dólar frente ao real também favorece as medidas de conteúdo nacional. “Do ponto de vista cambial, deixa a economia brasileira em sintonia com o mercado mundial”, avaliou o presidente do Sindicato. “A faixa de R$ 2,90 a R$ 3,00 é o que vínhamos reivindicando e é boa para a competitividade da indústria do Brasil, porque fica mais barato produzir aqui do que fora. Isso atrai investimentos ao País”, completou.

Outra questão que foi debatida dentro das relações comerciais internacionais foi o acordo com o México. “O ministro assegurou que não haverá o livre comércio com o México no novo acordo, que substituirá o atual, que termina no próximo dia 18”, declarou Rafael. “Além de manter as cotas para carros, os representantes do governo federal nos garantiram que serão implantadas normas rígidas de acompanhamento nas importações de autopeças mexicanas para o Brasil”, disse.

“A maneira como o governo brasileiro tem conduzido as negociações com o México está em sintonia com a reivindicação dos metalúrgicos”, acrescentou. Para Rafael, outro fator que não pode ser desprezado nestas negociações são as condições do mercado de trabalho e suas diferenças entre países. “Os acordos têm que levar em conta as discrepâncias entre os direitos dos trabalhadores brasileiros e de outros países, que são submetidos a longas jornadas de trabalho, para baratear os custos da produção e não tem sequer direito a representação sindical”, lembrou.

O presidente da CNM/CUT informou também que a agenda com o Ministério terá sequência e já na próxima semana será iniciada uma série de reuniões com o secretário de Desenvolvimento da Produção do MDIC, Carlos Gadelha, e sua equipe. “Isso ficou acertado no final do encontro com o ministro, o que mostra que as centrais já garantiram espaço para apresentar suas pautas”, avaliou Paulo Cayres.

Fonte:CNM/CUT