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Asssessoria de imprensa da CNM/CUT

Coletivos da CNM/CUT traçam plano de ação para o próximo período

Terminou nesta quinta-feira (26) o encontro dos coletivos de Igualdade Racial, Mulheres, Relações Internacionais, Juventude, Saúde, Formação e LGBTIQ+ da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT). A atividade reuniu cerca de 60 metalúrgicos e metalúrgicas cutistas para traçar um plano de ação para o próximo período.

O encontro, que aconteceu em Curitiba (PR), foi uma maneira da categoria demonstrar solidariedade ao ex-presidente Lula, preso injustamente na sede da Polícia Federal. Além de participar das atividades da Vigília Lula Livre, os membros dos coletivos também se hospedaram na Casa Lula Livre, um espaço que recebe e acolhe apoiadores que chegam diariamente das mais diversas regiões do Brasil para à luta pela libertação de Lula.

"Todas as categorias têm uma dívida com o presidente Lula por sua luta incansável com toda a classe trabalhadora. Ele fez por todos nós quando colocou o pobre e negro nas universidades, quando deu direitos para as empregadas domésticas, quando fez a economia girar e deu poder de compra ao trabalhador. Fazer o encontro em Curitiba é o mínimo que poderíamos fazer por alguém que fez tanto para todo povo brasileiro", afirmou o presidente da CNM/CUT, Paulo Cayres. 

O presidente da CNM/CUT também destacou a importância da aliança camponesa e operária na luta pela liberdade do ex-presidente. "Nós passamos quatro dias em uma rotina que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vive há 537 dias. O MST contribui com participação e organização do acampamento que recebe toda semana pessoas de norte ao sul do país."

Crédito: CNM/CUT
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Delúbio: A luta por um país melhor não pode cessar


O ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores Delúbio Soares também esteve no fim encontro e fez uma breve saudação aos participantes. "A luta por um país melhor não pode cessar. Voltei com mais energia para enfrentar os novos desafios e só assim para construir direitos trabalhistas e sociais. A unidade entres trabalhadores do campo e da cidade é fundamental para construir um Brasil para todos e para todas", afirmou.
 

Coletivos

Para o secretário de Formação da CNM/CUT, José Roberto Nogueira, o encontro foi muito importante para o debate de reconexão com os trabalhadores e trabalhadoras. "A Perseu Abramo fez uma grande pesquisa para direcionar os passos do movimento sindical junto com a sociedade. O diálogo com os movimentos sociais será fundamental para a retomada do desenvolvimento do país."

Pela primeira vez como secretário da pasta de juventude, Nicolas Mendes relembrou a categoria metalúrgica é formada por 60% de jovens e, por isso, é uma pasta que precisa fortalecer as ações nos sindicatos e federações. "Para isso, fizemos uma força tarefa de trazer jovens que também participam de projetos da IndustriALL para consolidar as ações pelo país. Um dos planos do Coletivo é realizar uma semana de sensibilização dentro dos sindicatos para debater a importância da renovação das direções", contou.

A secretária de Políticas Sociais, Kelly Galhardo, que assumiu a pasta recentemente, acredita que o maior o coletivo de LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros) é colocar a pauta em destaque nas entidades sindicais. "O encontro serviu para definir ações que consolidam efetivamente o coletivo e para trazer mais trabalhadores e trabalhadoras na próxima reunião. A ideia é barrar qualquer tipo de preconceito no mundo do trabalho por conta da sua opção sexual", afirmou.

Crédito: CNM/CUT
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Secretários da CNM/CUT também participaram das atividades da Vigília Lula Livre


Já no Coletivo de Igualdade Racial, a secretária da pasta Christiane dos Santos, destacou a importância do diálogo com a juventude negra brasileira. "Uma das ações do Coletivo é dialogar com a juventude negra a partir das redes sociais. Só vamos transformar a realidade quando os negros e negras não forem mais assassinatos pelo Estado e quando os trabalhadores e trabalhadoras do país terem empregos dignos", completou.  

Em relação ao Coletivo de Saúde, o secretário Ricardo Ferreira disse que a reunião com os representantes foi principalmente para debater o fortalecimento das CIPAS (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes). "Para reforçar essa política é essencial a reconexão com os trabalhadores através do diálogo. O governo de Bolsonaro ataca à saúde da classe trabalhadora com a remoção de direitos básicos e da flexibilização de normas básicas de saúde e segurança dentro da fábrica."

Na tentativa de confrontar a retirada de direitos do governo Bolsonaro, Maicon Vasconcelos, secretário de Relações Internacionais da Confederação, acredita que a política de redes sindicais fortalece a luta dos trabalhadores no país. "A partir das redes é possível realizar intercâmbios com trabalhadores de outros países para estabelecer estratégias conjuntas de embate contra o sistema neoliberal das multinacionais. Assim é possível construir parâmetros mínimos de direitos através dos Acordos Marco Globais (AMGs). A estratégia da Confederação é atuar de forma mais efetiva dentro das redes sindicais", explicou.   

Já para Marli Melo, secretária de Mulheres da Confederação, o encontro com as metalúrgicas de todo país dá energia para as lutas que serão travadas no governo atual. "A nossa coragem é renovada para vencer os obstáculos deste governo que retira direitos, principalmente, das mulheres, além do enfrentamento contra o feminicídio. Por isso, nossa principal tarefa é massificar a presença feminina em todos os espaços de decisão, como partidos políticos, por exemplo", disse.