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16 de agosto: Dia Nacional de Mobilização e Luta pelo emprego e garantia de direitos

greve geralAlém de paralisações nos locais de trabalho, haverá atos em frente às sedes das principais federações patronais em todas as capitais do país.

O golpe contra os direitos da classe trabalhadora e a democracia cada vez fica mais escancarado. A agenda dos patrões está na ordem do dia do governo golpista e, se não reagirmos à altura, conquistas e leis trabalhistas serão dizimadas no Brasil. No noticiário diário, não faltam exemplos do que querem fazer com a gente: aumentar a jornada de trabalho para até 80 horas semanais; dificultar a aposentadoria dos trabalhadores, com o aumento do tempo de contribuição e da idade mínima para até 70 anos; flexibilizar direitos, sobrepondo o negociado ao legislado; aprovar a terceirização sem limites; acabar com a segurança no trabalho, com o fim das Normas Regulamentadoras, entre outros. Era tudo isso que estava por trás da ação dos golpistas ao imporem ao país o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. E claramente hoje empresários e os partidos golpistas admitem que o impeachment é uma decisão política e não um crime de responsabilidade, como quiseram vender à Nação. Os metalúrgicos e as metalúrgicas da CUT não podem se calar. Conquistas e direitos históricos da nossa categoria e da classe trabalhadora são os alvos dos golpistas. Defender a democracia e o mandato de Dilma é defender o seu emprego, os seus direitos, o seu futuro e o de seus filhos (as). Por isso, neste dia 16 de agosto (terça-feira), ocupe as ruas e compareça às manifestações que o seu Sindicato, a Federação, a Confederação Nacional dos Metalúrgicos e a CUT estão organizando. Impeachment é golpe! Não pague o pato! Defenda o seu futuro e a sua pauta! • REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO Há mais de 20 anos tramitam no Congresso projetos de lei da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário. Nunca foram à votação porque a bancada patronal não deixa. Agora os empresários querem aumentá-la para até 80 horas semanais. • MUDANÇA NA TABELA DO IMPOSTO DE RENDA O trabalhador não pode pagar a conta dos que ganham muito mais que ele. Queremos uma tabela mais justa, como a que foi apresentada pelos deputados do PT e que prevê as seguintes faixas: Até 3.390,00 – Isento 3.390,01 até 6.780 - 5% 6.780.01 até 10.170 - 10% 10.170,01 até 13.560 - 15% 13.560,01 até 27.120 - 20% 27.120,01 até 108.480 - 30% A partir de 108.480,01 - 40% • COMBATER A TERCEIRIZAÇÃO Em 2015, a Câmara dos Deputados golpeou a classe trabalhadora e aprovou o PL 4330, que libera a terceirização sem limites. Agora, o projeto está no Senado e é prioridade para os patrões. Não podemos permitir que ele passe. Todos sabemos que terceirização significa desemprego, rotatividade, salários mais baixos, mais acidentes de trabalho e menos benefícios sociais, como convênio médico, cesta básica, vale refeição etc. • DEFESA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL Os patrões e os golpistas querem aumentar a idade mínima para aposentadoria. Defendem aumentar a idade para 70 anos e também o tempo de contribuição. Não podemos admitir esse retrocesso. Queremos assegurar a fórmula 85/95 e acabar com o fator previdenciário. O direito à Previdência pública e à aposentadoria digna é sagrado. Temos de impedir que o mercado financeiro force os trabalhadores a aderirem à previdência privada, para que as empresas lucrem ainda mais às nossas custas. • MAIS EMPREGOS Queremos que o Brasil tenha uma política de Estado forte para a indústria, voltada à produção nacional, com estímulos que façam desse ramo o motor para o desenvolvimento social. Para nós, é papel do governo estabelecer diretrizes e medidas claras e efetivas para a indústria nacional para garantir emprego e renda no nosso país. A CNM/CUT defende uma política industrial que contemple contrapartidas trabalhistas para eventuais isenções fiscais ou créditos públicos subsidiados que beneficiem o empresariado. • REDUÇÃO DA TAXA DE JUROS As altas taxas de juros continuam prejudicando a classe trabalhadora e enchendo só os bolsos dos bancos e do mercado financeiro. Juros altos representam freio nos investimentos e na produção das indústrias. Significam desemprego e arrocho salarial, porque, no final, somos nós que pagamos esse pato. • RENOVAÇÃO DA FROTA DE VEÍCULOS Antiga reivindicação da categoria, a proposta reativa esse importante setor da economia e é capaz de gerar empregos desde a extração mineral, passando por vários ramos da indústria e chegando até o comércio e ao setor de serviços. Representa também mais qualidade de vida, porque contribui para a redução da poluição. • FIM DO IMPOSTO DE RENDA SOBRE A PLR  Os empresários, donos dos lucros, não pagam imposto sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Ao contrário, os valores pagos aos trabalhadores são abatidos do imposto dos patrões. Os (as) metalúrgicos (as) da CUT reivindicam tratamento igual ao dado a acionistas, ou seja, o fim total do imposto sobre a PLR dos trabalhadores. (Fonte: assessoria de imprensa da CNM/CUT)